Eu, sendo eu, não sendo o normal

Que título mais mimimi pra mim. Mas, eu tenho mesmo esses momentos mimimi's. 

Não só mimimi, tenho diferentes momentos, mas quanto mais eu vou vivendo vou vendo que eu simplemente não sou o "normal". Detesto, álias, essa palavra, normal. O que é normal? Normal é o que a maioria gosta de ser ou fazer, mas se eu não sou ou não faço o que a maioria faz eu não deixo de ser o tal do normal, só sou eu. E que graça tem ser normal se ser normal é ser igual? Não quero e nunca quis ser normal então, porque sempre gosto de ser diferente.

Esse blog mesmo, que você está visitando neste momento. Desde o ínicio eu não quis que ele fosse igual. Cansei de meninas fazendo vídeo de coisas que compraram, ou fazendo maquiagem pra gente se matar de tentar e o delineado nunca ser igual. Tem também aquelas que falam de séries, as que fazem DY, as que falam das coisas de um jeito engraçado pra gente curtir porque se identifica. E talvez (99% de certeza) não era nada disso que eu queria pra mim. Tentei, quem acompanha já viu todas as postagens que já fiz, mas como disse no título, eu, sendo eu, não sou normal. Eu gosto de maquiar e de me arrumar, mas não gosto de ser obrigada a usar o que é me dito pra usar em vídeos ou blogs ou numa passarela. Eu gosto de usar o que fica bem em mim. Quero usar uma boca roxa com olhos pretos, vou usar e pronto. Quero uma base mais escura que eu, vou usar e pronto. Quero usar listras sendo gorda, vou usar e pronto. Não é moda ou maquiagem que dirige a minha vida, é só um detalhe de tantas coisas que eu gosto. 

Não quero postar unha da semana ou look do dia. Sabe mesmo do que eu gosto? De coisas sem frescura. Quero jogar video game ou no computador até o dia raiar, e daí? Vou acordar no outro dia com olheiras e vou trabalhar sem maquiagem, porque não sou obrigada. Quero comer pizza, hamburger, batata frita, me afunda no sorvete e pronto, mulher não vive de salada. Demoro o triplo de tempo pra perder 1kg, mas pode ser que eu seja mais feliz assim. Não reparo nas roupas das outras mulheres, nem fico com as minhas amigas falando mal do que tão vestindo, porque não é isso que eu gosto de fazer. Eu programo um sistema se quiser, configuro uma rede inteira e conheço cada peça de um computador, porque não fui normal e me formei num curso que passei a vida toda dizendo que era um "curso de homem". Se ser mulher é ser chata, que não come nada, que não gosta de jogos (e briga com o namorado quando ele dá mais atenção ao jogo do que a ela), que não entende nada de futebol, que não sabe dirigir, não entende de carro, não sabe nada de mâcanica e coisas do tipo, desculpe, não sou mulher. Encontrem um novo nome pro meu gênero.

Eu sendo eu gosto de comer, vestir e usar o que eu quero, não o que ta na moda ou que ta certo. Viro a noite jogando com o meu namorado quando quero. Não quero ter mimimi em nenhuma atividade da minha vida, sem nojinhos, sem medinhos, sem frescura. Eu troco meu pneu quando furar, eu dirijo bem, nenhum mecânico troca a minha rebinboca da parafuseta. Eu me depilo, eu tenho tpm, eu grito se precisar. Mas eu sou eu, e não sou "normal".

É isso que me faz me amar, descubra isso em você e se ame também. Seja você "menininha", "piriguete", "machinha", não deixe esses padrões de guiarem, seja apenas vocês, não seja normal.

Ta ai, voltei a encontrar o caminho da Dona Roliça. Mais do que nunca, aqui é lugar pra cada um mostrar o que é. Chega de padrão!

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